Quinta-feira, 10 de Agosto de 2006

7 - Movimentos Terra-Lua-Sol

É verdade, salvo melhor opinião, está suficientemente debatido e provado que todo o movimento é relativo. O que se move, move-se relativamente a alguma coisa ou a algum ponto do espaço, mesmo que essa coisa não esteja em repouso. Estado este que, pelos vistos, ou em consequência, também é relativo. E até relativamente a si próprio.

Eu não aprendi ainda como se fazem aqui desenhos, figuras geométricas, etc.. Talvez estas servissem para se falar das leis de Keppler, mas embora a minha idade, teremos de dar tempo ao tempo. A vontade é muita e o tempo é pouco. E, andar muito depressa nem sempre é solução. Aguardemos que o portal nos abra aquele privilégio no fim deste mês, mas temos visto que há um fim de mês há um fim do mês...

Mas, talvez se possa dispensar isso por enquanto e recorrer a uma possivel solução.

O estimado leitor, (será que o terei?) saberá fazer desenhos numa folha de papel, provavelmente, até melhor do que eu. Ou até fazer riscos, traços, curvas, etc. numa parede de uma sala, no tecto ...

Sendo assim, iremos começar por nos servirmos de uma folha de papel A4, se outra maior não tivermos, dobrá-la em 4, ajustando os cantos, para ao longo das dobras fazermos os 2 traços que se cruzarão ao meio da folha, já que não temos aqui régua. Aqui está tudo prontinho para continuarmos.

Fixando a folha ao tampo da nossa mesa, num dos lados, com a folha ajustada devidamente à extremidade da mesa e fazendo centro num ponto do outro lado procuremos descrever um arco que ligue os dois extremos da linha feita ao comprimento da folha, utilizando um pequeno cordel, um alfinete e a ponta do  lápis. Este arco representaria a porção de uma suposta órbita da Terra à volta do Sol que ela percorresse em cerca de 29 dias, isto é, algo menos de 30 graus, da fase de Lua-Cheia à Lua-cheia seguinte. Em cada extremidade desse arco façamos uma pequena circunferência, repetida em cada fase, que representaria as sucessivas posições da Terra quando a Lua estivesse na fase de Lua-cheia e, da direita para a esquerda, vamos dividir o arco da suposta trajectória, portanto em 4 partes,  marcando mais ou menos a iguais distâncias três pontos, correspondentes às posições em que a Lua "estaria" em Quarto-minguante, Lua Nova e Quarto crescente. Estas 4 porções representam o espaço percorrido pela Terra em cada fase da Lua. Supondo-se que o Sol estaria no ponto que nos serviu de centro para descrevermos o arco, vamos procurar agora descrever o trajecto possível que a Lua teria entre as sucessivas fases de Lua-Cheia até à Lua-cheia seguinte.

O que estaremos a fazer é a demonstrar que a Lua seria, na  realidade, não o satélite natural da Terra, mas um outro planeta que a acompanha, parecendo ser seu satélite, num movimento aparente por executar a sua própria trajectória à volta do Sol numa companhia de zigue-zague com a Terra. Movimento este que, em minha modesta opinião, não  poderá ser explicado pela Astrofísica.

Agora, como iríamos definir a órbita da Lua à volta do Sol acompanhando a Terra e explicar e justiificar esse estranho movimento como uma corrida que não me parece poder acontecer no espaço livre?    

 A dificuldade insolúvel resulta da ficção das órbitas, isto é, da irrealidade ou impossibilidade de tais existências.

Pretendendo acompanhar os supostos movimentos, teríamos de admitir que a Lua estaria a descrever um movimento à volta do Sol e que seria ele tal como era, estranhamente, efectuado daria a impressão de que estaria a Lua a descrever outro movimento aparente à volta da Terra.

Poderiamos comparar o caso como dois comboios a circular em direcção ao Porto, um numa via mais ou menos recta e o outro numa via entrelaçada com várias passagens de nível de um lado para o outro. Só que isto não pode ser comparável, como é óbvio.

Finalmente falta fazer o traçado da trajectória da Lua, não à volta da Terra, mas à volta do Sol.

Quando se explica o movimento de translação, como satélite da Terra, podemos calcular a velocidade a que realisa esse movimento e em consequência a força centrifuga e atractiva de ambos os astros, que seriam diferentes dos cálculos e resultados na hipótese, absurda ?, de acompanhar a Terra em movimento comum de translação à volta do Sol.

Claro que se poderá esperar que se aponte, à semelhança, o que acontece com as luas de Jupiter, por exemplo, talvez o que mais convenceu Galileu, mas a Astrofísca terá de regeitar tal argumento, pois, além do mais, há que ter em conta as diferenças de velocidades, as distâncias entre si que poderão impedir a satelitização de um dos astros em espaços livres ou fuga de tal órbita.

 Estarei a ver bem a olho nu?

 João Cândido

 

 

 

publicado por Clube bolsadoslotos às 17:34
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