Terça-feira, 20 de Junho de 2006

1 - Os céus e a Terra

 Os primeiros tempos

Começa por dizer a Bíblia que no principio Deus criou os céus e a terra. A terra estava mergulhada na escuridão. Deus criou a luz e naquele momento começou o primeiro dia, a contagem do tempo. A luz estava fixa, aqui mais perto, tudo leva a crer que sim, mas a Terra ia rodando à volta de si própria para haver sucessão dos dias e das noites. No segundo dia tratou de separar as águas que estavam por cima das que estavam por baixo, ficando entre elas o firmamento. Não tenho aqui a Bíblia, estou a escrever de cor. Se bem me lembro do que li, no terceiro dia criou o reino vegetal; no quarto dia, certamente para melhorar a vida das plantas e preparar a criação seguinte, criou os luzeiros. O maior, o Sol, para dominar o dia ao redor da Terra, o menor, a Lua, para dominar a noite e criou também os luzeiros mais distantes e reduzidos, as estrelas. Isto é, logo ficou definido para que iriam servir, incluindo determinar as estações do ano, os sinais dos tempos, etc. Seguiu-se o quinto dia. Começou a criar os animais marinhos e as aves, que já dispunham de olhos para verem o que a luz iluminava. No sexto dia, passou a criar mais animais e por fim criou o homem à sua imagem e semelhança, macho e femea oa criou. Em cada continente segundo a sua raça, etnia, etc. Tudo foi criando cada vez mais aperfeiçoado como é natural. Não importa agora saber exactamente e em pormenor o que terá acontecido, mas preparou um jardim/pomar onde colocou o, ou um, dos homens para tratar daquele paraiso. Parece que só depois de colocar no Eden o homem que se chamou Adão é que se terá lembrado de lhe criar uma ajudante, esta não do pó, mas de uma costela do próprio Adão. Também aqui estão os cientistas muito preocupados para desvendar se terá feito o Adão com uma costela a menos ou mais, para lhe, a Deus, apontarem mais outra imperfeição. Mas acho que é perder tempo, pois está visto que o homem que fez à sua imagem e semelhança tem mostrado bem,  ao longo de todos os tempos, as suas grandes e muitas imperfeições.   

Foram-se sucedendo os dias, as semanas, os meses, os anos e por aí fora. Ismiuçar o que foi acontecendo e como foi isso, não tem agora muito interesse. Os cientístas, os astrónomos etc. parece que estão cuidando de desvendar rapidamente tudo isso como é sua obrigação, pois segundo ouvi dizer aos meus mestres, não lhes compete criar nada mas sim descobrir. Realmente os homens estão sempre a descobrir coisas. Ás vezes umas coisas levam mais tempo a descobrir do que outras, mas como o tempo não acaba ao mesmo tempo para cada um, vai sempre ficando alguém para continuar a descobrir que aquilo que foi descoberto ainda está muito ou mal tapado e voltam a descobrir de outro lado que, afinal, tudo às vezes é ou parece diferente. E às vezes bem ao contrário. É o que vale para se irem descobrindo cada vez mais cientistas, astrónomos, etc. e por aí fora, na certeza de que só Deus sabe tudo. 

Consta-me que já chegaram a decifrar como teria Deus começado a criar os céus. Espreitando pelo canudo de um raio de luz vinda de muito longe, se não me engano, ouvi dizer que já conseguiram  ver no fundo do túnel uma explosão. Mas, ainda estão a discutir, acaloradamente, que raio de coisa teria explodido se antes de haver qualquer coisa não havia ainda coisa nenhuma. De qualquer modo eu acho que eles vão chegar lá, sem demora, servindo-se da alta tecnologia da globalização.

Bem mas, voltemos mais uns séculos para diante. Consta que os homens e mulheres foram-se multiplicando mais ou menos lentamente, sem pecado, é preciso ter em conta que a má língua dá má interpretação ao pecado e alguns deles por várias razões e motivos começaram a reparar nos movimentos e variadas posições que os pontos luminosos que viam no tecto do mundo iam tendo. Com o decorrer dos tempos cada um foi observando o que se passava, uns mais do que outros.

Foram reparando que Deus lhes tinha dado vista para verem. De tal modo apreciaram que ficaram conscientes de que a vista tinha a faculdade de lhes dar a conhecer a existência não só de cada um deles, como a dos objectos e coisas à sua volta, dando-lhe a noção das distâncias, não só a que se encontravam mas também das distancias entre eles; as cores, o tamanho, as formas, etc. Começaram a reparar também que a determinada distância iam perdendo a noção dessas faculdades e que os corpos iam ficando redondos e parecendo ficar todos à mesma distância a ponto de parecer que se projectavam num tecto longíquo a que chamaram abóbada ou esfera celeste, como se estivessem posicionados no seu centro, uma vez que tal acontecia para qualquer lado para onde se voltassem.

Chamou-lhes a atenção o facto de acontecerem coisas quando o Sol, a Lua, os planetas  e as estrelas tinham  determinadas posições relacionando-as com o que acontecia ou não aos vegetais, animais e até aos humanos. Se fazia vento, chovia, trovejava, fazia frio ou calor, etc. etc. Assim, a traços largos, passaram a chamar-se astrólogos. E, como os astrólogos não eram todos iguais, os mais sabedores começaram a destacar-se dos outros empregando cálculos matemáticos, servindo-se de aparelhos, etc. Para se destinguirem passaram a chamar-se de astrónomos, pertencentes a uma outra classe superior, considerando-se cientistas e aos outros charlatães.

 João Cândido 

 

 

 

 

 

 

 

 

        

 

  

publicado por Clube bolsadoslotos às 21:26
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