Domingo, 10 de Setembro de 2006

13 - Então porquê?

Vejo que não basta abrir o título, mas, neste momento, tenho de interromper. Até breve! Se Deus quiser.

Por que é que eu penso que a Terra se move no Centro do Universo visível suspensa no espaço sideral sem nada de material que a ligue a qualquer ponto material?

E, se daqui se deduz que eu quero dizer que  penso que a Terra não roda à volta Sol, esta é exacta dedução, que só aqui me deixarão explicar.

Em nenhum dos outros chamados meios de comunicação social isso tem sido possível. Umas vezes por alegada falta de espaço. Não se trata aqui de falta de espaço sideral, já se vê. Outras vezes por outras sofisticadas razões. Até chega a explicar-se e a invocar-se um sacrossanto direito de escolher o mais importante ou de retirar o que se entenda por menos importante. Ou até de a demora ser tão longa que o melhor é desistir da publicação.

Antigamente havia uma Censura legislada e aplicada e, ao lado, havia uma censura livre em cada orgão segundo os seus critérios ou convicções. Assim, cada jornal tinha a sua o que não feria o direito à livre expressão. Era compreensível que uma opinião a condizer com as opiniões dos directores do Diário de Lisboa, não fosse aceite pelos da República, etc.  Passámos a ter uma norma Constitucional perfeitamente clara, mas toda a censura livre passou a ser sofisticada. Na prática, voltámos, mais ou menos, ao antigamente e talvez esteja certo.

Sem querer alongar-me na história e segundo aprendi e tenho lido, começo por lembrar Aristóteles (ou outros astrólogos e astrónomos, como por exemplo, Eudoxo de Cnido), mas não sem antes, reconhecer que não vivi esses tempos.

É sabido que segundo o que ele sabia do que estava até aí estabalecido pelos cientistas e o que concluia dos seus pensamentos e observações ainda a olho nu, a Terra estava imóvel no Centro do Mundo, isto é, num ponto fixo do espaço, e todos os outros astros se moviam à sua volta sustentados por esferas de cristal concêntricas. Mas já se tendo dividido as estrelas em estrelas errantes ou planetas e estrelas fixas, estas teriam esferas próprias diferentes dentro do motor também fixo que tudo fazia mover.

Ele via a coisa assim, se não erro: Terra, Lua, Mercúrio, Vénus, Sol, Marte e por aí fora. Órbitas perfeitamente circulares como obrigavam as perfeitas esferas.

A grande maioria dos seres humanos não saberia tudo isto. Mas, havia, como era natural outras opiniões. Entretanto, outras teorias foram aparecendo à medida que se faziam melhores cálculos e melhores observações.  Ecfanto de Siracusa e mais tarde Aristarco de Samos, pensaram que o Sol é que estava no Centro e que a Terra é que girava à sua volta, mas essa teoria não conseguiu mudar o Mundo. 

Mas, Hiparco, II sec. a.C., considerado o maior astrónomo da Antiguidade, cujas observações de grande rigor para a época lhe permitiram catalogar perto de mil estrelas fixas, rejeitava a teoria heliocentrista, embora reconhecendo que as órbitas dos planetas não lhe pareciam circulares, resultando daí o facto de ter descoberto a lei da precessão dos equinócios

 Até que Ptolomeu, depois de estudar tudo muito bem estudado, tanto quanto lhe era possível, também se resolveu a dar mais uma ajuda na astronomia. Retocando o que estava assente publicou o seu trabalho que valeu como, a final, única e sólida verdade, talvez, durante mais de uma dúzia de séculos. 

A certa altura, melhor dizendo, já no século XV da nossa era,  apareceu Copérnico a interessar-se por buscar a prova dessa teoria heliocentrista, o que o levou a aprender grego de tal modo que se teria tornado o maior tradutor, assim tendo podido vasculhar tudo o que teria encontrado escrito pelos filósofos e astrónomos gregos e não só. Sem o conseguir, muito à cautela, lá publicou o livro, onde lhe chamou hipótese, que fez espevitar as mentes de então. Assim, tudo parecia ficar resolvido e no seu próprio lugar trocando o Sol pela Terra ou  vice-versa acompanhados dos seus satélites. Logo, foram surgindo outras opiniões, principalmente, de Tycho e de Geordano Bruno. Este, passando o Universo de finito para infinito, onde, por isso, o observador se sentiria sempre no centro, o outro, mantendo a imóvel Terra no Centro e a Lua como seu satélite, o Sol a rodar à sua volta acompanhado pelos seus satélites, Mercúrio e Vénus. Mais longe rodando Marte e cada um dos outros planetas conhecidos. Quanto às estrelas fixas, esferas e órbitas circulares tudo conforme.

É, no entanto a teoria de Tycho que me parece mais aceitável ou mais convincente e mais científica, pois resulta, de facto, das observações que na realidade minuciosamente teria realizado.  

Entretanto, Galileu passa de geocentrista para heliocentrista por via do seu telescópio que lhe permitia descobrir que muita coisa não era o que até ali parecia ser  e, devido a semelhanças, acaba por aderir também à hipótese de Copérnico, buscando a prova que este não conseguira encontrar, mas que também ele sentia ter de deixar aos vindouros o esforço da devida descoberta. Procurando desacreditar todos os outros, não consegue as necessárias provas, mesmo dispondo de um telescópio, para o que, aliás, nem será preciso para provar o contrário.

É então que surge Kepler, servindo-se dos estudos e observações de Tycho, ao relacionar as distâncias, descobre a leis geométricas que lhe parecem regular a forma das áreas e órbitas que passam de circulares para quase elípticas, aderindo à hipótese de Copérnico.

Assim, os heliocentristas depois da ajuda de Kepler, tomando folgo, viram em Newton a salvação da hipótese. Passaram a ter um Sol de massa tal que, atraindo tudo à sua volta, tudo teria de assim rodar, não até ao infinito, mas até algures para lá do último planeta.

Mas, consta-me que Geordano não dizia apenas que o Universo era infinito, o pior, segundo parece é que via que cada uma das estrelas pudesse ser um sol de outro mundo. Havendo um Universo replecto de outros Mundos ou Sistemas solares.

Depois de se ter absolvido Galileu, parece ser isso que os actuais astrónomos estão querendo provar, isto é, que na realidade o Universo não só será infinito como se encontra ainda em expansão.

Tem-me importado muito mais o saber se, na verdade, é a Terra que roda à volta do Sol, ou se é o Sol que gira à volta da Terra. Isto é, resolver de vez a velha questão que parecia já ter deixado de o ser, uma vez que tanto as explicações sobre as fases da Lua como das estações do ano, por exemplo, têm sido feitas, a meu ver, de modo enganoso, visto que partem sempre do princípio de que o Sol se apresenta não no centro de uma órbita circular, mas exageradamente elíptica, em que os seus dois focos estariam exageradamente afastados. Por outro lado, subtraindo às explicações e figuras outros dados importantes relativos principalmente aos dois planos, eclíptica-equador, que por si só, pôem em perigo os alicerces da hipótese de Copérnico.    

Oportunamente voltarei aqui, tentando apresentar essas representações e as que entendo que seriam as correctas, logo que consiga aprender como se podem fazer e aqui apresentar. E, não só isso, como prova de que não é possível a Terra rodar à volta do Sol e qual a razão disso.   

 João Cândido  

 Revisto em 10/06/2007

publicado por Clube bolsadoslotos às 12:24
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