Domingo, 15 de Julho de 2007

17-CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS

 

A PARALAXE

O que é a paralaxe?

Quando corremos por uma autoestrada fora e olhamos para os campos de um lado e do outro, vemos algumas árvores e notamos que elas vão correndo para trás, como se fossem elas que corressem para onde viemos. Fazendo comparação com alguma mais perto e reduzindo de algum modo a velocidade, temos a sensação de que as árvores mais próximas se movem mais rápidamente, tanto mais quanto mais afastadas estiverem as outras.

Mas, pondo tudo isso de parte e considerando qualquer das árvores, poderemos querer saber a que distância de nós estará uma delas, seja a mais próxima ou a mais distante, sem termos de medir essa distância na recta que nos liga, até porque, muitas vezes será impossível por se interpor algum (ou alguns), obstácuto. Isto é, desprezando mesmo a existència das outras árvores por desnecessárias ao cálculo .

Mas, será possivel que isso se possa calcular deste lado da estrada, sem dela sairmos?

1.º Coloquemo-nos num ponto que com ela forme um dos lados do  ângulo recto e assinalemos esse ponto.

2.º Avancemos alguns metros ou quilómetros, quantos pudermos, e ao mesmo tempo tomando nota da distância percorrida do ponto de referência.

3.º Façamos agora um desenho com uma figura mostrando os pontos e linhas principais ou rectas. Entremos nos campos da geometria. Assim:   

 

Antes, desenhemos um quadrado e logo a seguir outro igual com um lado comum e outro em seguimento no qual se encontre a nossa posição inicial em ligação à arvore.

1.º Façamos de conta que a distância que percorremos corresponde ao lado inferior do primeiro quadrado;

2.º E que a distância do ponto vértice do ângulo recto, naquela àrvore, cuja distância queremos calcular, corresponde ao comprimento do lado que nos separa da àrvore.

3.º Se a àrvore estivesse à distância do lado do primeiro quadrado veríamos que o ângulo com vértice no ponto mais afastado da distância que percorremos, com a linha traçada desse ponto até à àrvore formaria um ângulo de 45º;

4.º Mas, se a àrvore estivesse no fim desse lado do segundo quadrado, no vértice mais afastado, já o ângulo teria metade dos 45º, ou seja, 22,5º

5.º O ângulo de visão será inversamente proporcional à distância entre os dois pontos;

6.º Ora, este ângulo é igual ao ângulo sob o qual poderíamos ver a distância percorrida na estrada se estivéssemos posicionados junto à àrvore, isto é, o ângulo sob o qual  a distância percorrida seria vista da árvore.

7.º Assim, com base neste facto e neste raciocínio, considerando substituidos estes elementos de cálculo, a árvore por um astro e o ponto de partida pelo centro da Terra, o ângulo formado  desde o centro do astro ao centro da Terra e a outro ponto nela considerado ou ao centro de outro astro cuja distância seja conhecida.

Este método, embora se tivesse admitido que as estrelas, ao contrário do que parecia, não estariam todas à mesma distância da Terra fixadas ao tecto da Esfera Celeste, não podia ser aplicado dada a impossibilidade de medição do reduzido ângulo resultante das suas infinitas distâncias. Porém, só há pouco mais de cento e cinquenta anos constou ter sido possível dispor de telescópios que, segundo consta, permitem medir (ou imaginar ?) o ângulo da Paralaxe. Assim, parece que só há perto do ano 1840 o astrónomo alemão Bessel terá confirmado que as estrelas não estão todas à mesma distância da Terra. 

Uma vez conhecida a orientação de determinada estrela, considerando a média da distância do Sol à Terra, parece que haverá telescópios que calculam o ângulo sobre o qual seria, vista dessa estrela.

O que leva a fazer uma certa confusão parecida com a história da pescadinha de rabo na boca, ou à confirmação de que a distância não variaria de qualquer modo, seja a Terra que está no centro ou mesmo que fosse o Sol.  

De tal modo que, logo foi agarrada para servir como se pudesse ser a última prova salvadora da pretensa verdade de que é a Terra que gira à volta do Sol e não o contrário, mesmo que ela não estivesse no centro.

Por isso, é que tem parecido conveniente apresentar a figura da «paralaxe estelar» com o Sol ao Centro, em vez de ter ao centro a Terra, até a confirmar que a Estrela Polar não mudará de lugar assim tão depressa que se possa parecer a vida humana com milhares de anos.

Parece ser esta uma das curiosidades mais habilidosas e sugestivas a dar muito que pensar sobre o lugar onde se encontrará a verdadeira verdade quando se pensa nos Astros. 

Espero ter sido capaz de me fazer entender.   

publicado por Clube bolsadoslotos às 13:49
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